segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ritual do Sabbat Mabon


Comece fazendo um círculo com cerca de 3m de diâmetro. No centro, erga um altar voltado para o norte. Sobre ele coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat, um cálice com água, uma faca, um prato de sal, pó ou areia, um sino de altar consagrado e um incensório.

Enfeite o altar com a decoração tradicional sagrada, como bolotas, pinhas, malmequeres, rosas brancas e cardo. As flores poderão ser arrumadas em buquês ou guirlandas para o altar ou para o círculo, ou reunidas em uma coroa colocada no alto da cabeça.

Salpique um pouco de sal dentro do círculo e, então, trace-o com uma espada cerimonial consagrada ou com uma vareta, dizendo: COM SAL E A ESPADA CONSAGRADA EU CONSAGRO E TRAçO ESTE CíRCULO DO SABBAT SOB O NOME DIVINO DA DEUSA E SOB A SUA PROTEçãO. INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABBAT.

Acenda a vela e o incenso. Toque três vezes o sino do altar com a mão esquerda para iniciar o Ritual do Equinócio e conjurar os espíritos elementais. Pegue o punhal com a mão direita, volte-se para o leste e diga: OH SAGRADOS SILFOS DO AR E REIS ELEMENTAIS DO LESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO.

Volte-se para o sul e diga: OH SAGRADAS SALAMANDRAS DO FOGO E REIS ELEMENTAIS DO SUL, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO.

Volte-se para o oeste e diga: OH SAGRADAS ONDINAS DA áGUA E REIS ELEMENTAIS DO OESTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO.

Volte-se para o norte e diga: OH SAGRADOS GNOMOS DA TERRA E REIS ELEMENTAIS DO NORTE, EU VOS CONJURO E ORDENO A VIR E PARTILHAR DESTE RITUAL DO SABBAT NESTE CíRCULO CONSAGRADO.

Toque três vezes o sino e coloque-o de volta no altar. Estique o braço direito, aponte a ponta do punhal para o céu e diga: AR, FOGO, áGUA, TERRA, VENTRE DA VIDA, MORTE PARA RENASCER. A GRANDE RODA DAS ESTAçõES GIRA, O FOGO SAGRADO DO SABBAT QUEIMA. SOMOS TODOS CRIANçAS DA DEUSA. E PARA ELA DEVEMOS RETORNAR.

Mergulhe a lâmina do punhal no cálice com água e, depois, no prato de sal, pó ou areia e diga:ABENçOADA SEJA A DEUSA DO AMOR, CRIADORA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. O CALOR DO VERãO DEVE AGORA TERMINAR. A GRANDE RODA SOLAR GIROU NOVAMENTE. QUE ASSIM SEJA!

Toque três vezes o sino do altar para encerrar o rito, afaste os espíritos elementais e agradeça à Deusa. Desfaça o círculo de maneira levógira com a espada cerimonial ou com a vareta.

Ritual de Mabon…


Olá…




O meu dia começou cedo, acordei com o som dos pássaros na minha janela. Eles estão felizes hoje. Ficaria feliz se eles me dissessem que iria chover. O tempo está muito seco, mas pelo visto, setembro será exatamente assim: seco. E antigamente aqui em São Paulo, setembro era o mês das águas. Mas graças a nós mesmos tem muita coisa mudando no clima, infelizmente.

Bem, vou tomar um banho com ervas pra começar bem o dia. Depois vou escolher um incenso de ervas (sete ervas) uma vela amarela e uma música para “iluminar” minha mente e minha alma. Porque hoje eu vou escrever o meu ritual.

Você já escreveu um ritual? Esse será o primeiro que vou escrever e que bom que será Mabon porque é um dos rituais mais harmoniosos e agradáveis. Quero começar com uma prece.

Ah! Se você pretende escrever seu ritual, saiba que precisa pesquisar sobre o equinócio, entendê-lo e ler outros rituais antes de começar a fazer o seu. Eu fiz isso. Li várias e fui colhendo (até porque é tempo da segunda colheita) diversas informações até chegar ao que eu pretendia.

Lembre-se que o Mabon é tempo de colher o que você plantou até aqui e também é tempo de começar a preparar as sementes para o plantio. É plantando que se colhe e é colhendo que se retribui o dom da vida.Lindo isso, não acha?

Para este ritual, uma cesta com pão e vinho, frutas da estação e muitas folhas e galhos secos. Tudo isso será colocado no centro do altar e ao seu redor estarão as velas verdes e marrons.

Para começar, irei invocar as quatro direções com sal, vela, incenso e água que estarão no altar para representar os elementos mágicos ao lado das velas verde, vermelho, amarelo e azul.

Eu vou acender uma vela vermelha para dar inicio a invocação da Deusa.

“Deusa e Senhora de todas as coisas naturais

Senhora da Magia, Rainha dos Deuses

Lanterna da noite

Criadora de tudo o que é silvestre e livre

Mãe de homens e mulheres

Amante do Deus Cornudo e protetora de todos os seres vivos

Eu peço sua presença junto a nós nessa celebração

Junte-se a nós para que juntos sejamos um

E sendo um, a magia esteja completa


Em seguida, acenderei uma preta vermelha para invocar o Deus.


Deus e senhor de todas as coisas naturais

Senhor da Magia, Rei dos Deuses,

Senhor do Sol, do dia, da luz sagrada que ilumina a vida

Mestre de tudo o que é silvestre e livre

Pai dos homens e mulheres

Amante da Deusa Lua e protetor dos pagãos

Eu peço sua presença junto a nós nessa celebração

Junte-se a nós para que juntos sejamos um

E sendo um, a magia esteja completa.


Em seguida vou espalhar folhas secas pelo altar e dentro do grande círculo enquanto digo.


Folhas caem

O dia esfria

A Deusa puxa seu manto sobre a Terra a seu redor

Enquanto você, ó Grande Sol, caminha em direção ao oeste

envolto pelo frescor da noite onde sua amada espia seus passos

As frutas amadurecem

As sementes caem

As horas do dia e da noite se equilibram

Ventos frios sopram pelas quatro direções

Anunciando a todos que a vida continua

Pois não há vida sem a morte

E não há morte sem o dia seguinte

A roda do ano segue sua sina

Muitas vezes mais irá girar

E nós iremos interromper nosso passos para celebrar

Mabon chegou, é tempo de colher nossos frutos

É tempo de preparar nossas sementes

Agradecer pelo que colhemos e por tudo que ainda iremos semear

Que a vida nos brinde sempre com essa dádiva


Vou acender as velas ao redor da cesta e repartir o pão entre os convidados, dizendo:


Ó grandiosa Deusa da fertilidade, semeei e colhi

Os frutos dos meus atos,

E mesmos certos ou errados são meus e os reconheço aqui e agora

Conceda-me coragem para seguir plantando as minhas sementes

Com prazer, afinco e determinação

Que não me falte forças para seguir adiante

Que os segredos e mistérios sejam sons de fáceis compreensão

Uma música que guia meus movimentos como se a vida

fosse uma dança cósmica

Blessed be


Vou distribuir o vinho nos cálices dos meus convidados dizendo


Grande Senhor das fortes pegadas rumo ao oeste

que esse líquido seja consagrado em teu nome

Que no ano vindouro, tua luz ilumine as trilhas por onde eu passar

E que eu reconheça em cada gesto, em cada olhar

Um pouco de Ti

Eu saberei de teus passos todos os dias

pois as folhas de Mabon me avisarão de teu destino

Blessed be


Beberemos e comeremos em nome do Deus e da Deusa


Ps. Eu resolvi que darei sementes de presente nesse ritual. Elas deverão ser guardadas o ano inteiro para que a gente sempre se lembre que é preciso semear para colher e colher para que voltemos a semear.Grande ensinamento esse. Um dos mais importantes.


Então, se quiser receber sementes de presente, me peça, eu terei o maior prazer em enviá-las para você.


Também vou preparar um chá numa cerimônia após o Ritual que terá inicio às 13 horas com uma caminhada por praças e jardins. Quero colher folhas e galhos. As ervas dessa estação são: flor de laranjeira, folhas de amora, folhas de limão, gotas de limão, folhas guaco, hortelã menta, canela em pau, erva doce e sementes de maçã.


Desejo a todos vocês uma excelente semana e que as forças do Equinócio seja sentida em cada um de vocês…


Beijitos

Francy´s

quarta-feira, 7 de março de 2012

Hécate Mitologia



Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento. ”Senhora das encruzilhadas” - dos caminhos e da vida - e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral. É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.

Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior. Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo. “Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.

Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.

Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários. Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).

No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.

No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados de um modo geral, resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.

Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.

                                    Hecate e a Lua Negra
                 
Hécate governa todas as fases da Lua, como Ela é uma Deusa Tríplice em seu próprio direito, Donzela, Mãe e Anciã, Embora ela seja associada a Lua Negra Porque ela rege as noite mais escura do mês. A Lua Negra comemora segredo, a feitiçaria, a profecia, e os mais profundos mistérios do universo. É um tempo para deixar o seu lado negro ser livre. É o momento sagrado da Anciã. Atrair a Lua Negra, na forma da Deusa Negra, Hécate. A Lua Negra é também um tempo das fadas escuras, banshees, espíritos, fantasmas e coisas que vão colisão na noite. Na verdade, a Lua Negra pode ser visto como uma versão mensal de Samhain.

Como sua irmã gêmea, a Lua cheia, os véus entre os mundos são mais finas na Lua Negra e é psiquicamente muito ativo. A Lua Negra corresponde a ambos a menstruação e a menopausa no ciclo reprodutivo feminino.

Na Lua Negra, usamos as cores mais escuras, principalmente preto. É um momento perfeito de vidência com espelhos, espelhos especialmente escuro, e bolas de cristal ou obsidiana. Entrar em contato com os espíritos dos seres mortos, e de outro é mais fácil nesta noite, usando Ouija, espelhos, meditação e outros métodos arcanos. É um bom momento para visitar túmulos, cemitérios, ou qualquer lugar sagrado. Animais escuros são sagrados para a Lua Negra, incluindo todos os Corvidae (corvos, e gralhas), gatos pretos, morcegos, cães, galinhas, coelhos e cavalos. Ha quem diga que Muitas vezes, as bruxas se transformavam em animais escuros nesta noite para que pudessem vagar detectados nas noites sem lua.

A Lua Negra é também um tempo para trabalhar widdershins e magia contrária, invertendo a ordem geral das coisas, como em um ritual. É um tempo para relaxar a ferida, e olhar para as coisas na perspectiva oposta. Leituras, por vezes, divinatório, neste momento sairá em sentido inverso do normal, e estes são chamados de "leituras contrário." A tradição Samhain escoceses e irlandeses de andar de costas na Ceia mudo é um exemplo de um ritual contrário.

Os aspectos mais sombrios da magia são mais eficazes neste momento, tais como explosões, de ligação, e maldição. Mas lembre-se a regra do Karma, o que você enviar rebotes em você por uma regra de três. Porque é noite quando a energia negativa, por vezes, abunda e os espíritos funestos podem vaguear livre, praticantes de magia e psiquicamente sensíveis deve fazer muito certo para defender a si mesmos e para desenhar círculos de proteção. A Lua Negra é, portanto, um momento perigoso para os incautos e tolos.

Cosmicamente, buracos negros no espaço refletem em maior escala a energia da Lua Negra, vasto, misterioso e poderoso. Como a Anciã, Buracos Negros atrair a energia para dentro antes que o círculo se transforma outra vez, e ela expele a energia pulsante de volta ao universo para formar novas galáxias.

Lembre-se, no entanto, não hesita em invocar Hecate qualquer que seja a fase da Lua é, como Ela é Mãe, Donzela e Anciã. Ela é três em um